quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Relacionamentos 2-3


Harmonia constante? Isso é possível?
As esferas são todas lisas e redondas, como tudo no mundo - o homem (ser humano) é que teima em criar ângulos retos.
Com o percorrer de um caminho, que por vezes não é tao liso como a esfera, ou seja, atribulado e com pedras que tem de ultrapassar, faz com que ela possa desviar o seu trajeto inicial. Como poder vir a ganhar algumas partes mais achatadas com o desgaste. E até em alguns casos, pequenos buracos, que se nao forem tapados de alguma forma, vão aumentar de tamanho e cada vez mais dificultoso vai ser deslizar.
Num relacionamento, todos estes acontecimentos vão coexistir.
Por vezes as esferas vão-se separar, pelos mais variadíssimas razoes. Isso vai levar uma delas ou ambas a descobrir um novo caminho, trajeto, novas esferas.
Voltando-se a encontrarem-se mais tarde e assumirem que aquele tempo que vão sem estar constantemente lado a lado, faz parte de estar ao lado uma da outra.
Cada vez que passam mais tempo separadas, mais necessidade existe de criar novos inputs. Será que isso acontece? Ou o caminharem paralelamente afastados, vai alimentar mais conflitos?
Será que nesses momentos, qualquer ponto, qualquer “grão de areia” vai ser o instrumento para uma nova diferença, em vez de a usar para a semelhança?
Sim. Um grão de areia, por vezes é o suficiente para iniciar um deslocar de afastamento entre as duas esferas.
A falta de vontade ou saber como, transformar esse “grão”, que as vai ensinar a olharem para outros “grãos” -num futuro próximo - como sendo irrisórios. Mas não é isso a evolução humana? Aprender com a experiencia?
Se voltar ao ponto inicial de uma determinada discrepância entre duas esferas … - ainda mais atras - usualmente tudo despoletou porque em determinada altura se permitiu que um “grão de areia” funciona-se como arma de arremesso ou de catapulta, para tudo, daí para a frente.

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