terça-feira, 26 de abril de 2011

Sair do desemprego

Acorda de manha. Olha para o relógio na cabeceira e vira-se para o outro lado.
Sem um propósito e objectivo pessoal. Não tem de que ir trabalhar, está desempregado.
Essa inércia provem de uma busca constante durante o ultimo mês, a responder a anúncios e de uma espera incessante de respostas aos currículos enviados.
A constante insistência das notícias que “come” todas as noites com as noticias e debates televisivos, ampliando a crise em que seu país se encontra, deixa-o ainda mais sem força e energia para contrariar tudo que o rodeia.
Liga a televisão, carregando constantemente no botão que faz alternar os canais, à busca de algo que seja diferente. Pára num filme que fala de uma loja mágica.
Aí apercebe-se que a magia da loja provém da magia existente em cada um e pensa: “Eu posso ser mágico. O meu comportamento é que tem de ser mágico e tudo à minha volta se torna magia.”
Levanta-se, vai tomar um banho e faz por deixar a poeira dos pensamentos derrotistas e não frutíferos, acompanhar a água que desce pelo ralo.
Enquanto desfaz a barba, olha-se ao espelho de forma a conseguir entrar dentro de si mesmo e ver o ridículo que estava a ser para consigo.
Veste o seu melhor fato, sem antes ter escolhido a sua peça de roupa interior, que vai ficar demarcada como sendo a da sorte, pois hoje foi escolhida ao pormenor.
Sai e compra o jornal, direccionando-se de imediato para o seu foco de solução, situado na parte central, onde estão os anúncios de emprego.
Escolhe qual vai ser a empresa “sortuda” que vai poder receber nas suas instalações, a sua maior solução para preencher aquela vaga em aberto, com a pessoa mais mágica que alguma vez eles viram.
Telefona a marcar a entrevista.
Quem recebe a chamada, de uma forma robótica, tenta agendar a entrevista para a parte da tarde e quando vai perguntar se tinha disponibilidade, é interrompida pela energia contagiante do seu interlocutor, que lhe coloca uma questão: “Entrevista hoje de tarde, quando já poderia estar à experiencia a essa mesma hora aos vossos serviços! A entrevista poderia ser ainda de manha?”
Um silêncio ensurdecedor toma conta daquele telefonema, durante uns 20 segundos.
Ele pergunta: “Estou? Está ai ainda?” que recebe de resposta: “Dê-me só um minuto. Com licença.”
Ele sente que tinha criado algo de surpreendente a aquela funcionária. Quando assim o é, tudo é possível.
O som que volta a ouvir pelo telefone é masculino e questiona-o: “Consegue estar cá em 30 a 40 minutos?”
Conclusão:
Durante aquele ultimo mês, ele tinha andado a responder a anúncios e a enviar currículos, mas sem magia. Se um magico é um ilusionista, porque em tudo que eles fazem, existe uma explicação lógica, ele à forma como estava procurando trabalho era igual, robótico, como tinha ouvido a tal funcionária atender-lhe o telefonema.
A questão que poderá colocar a si mesmo é se está a usar todo o seu potencial?
Se pensa que sim, é porque está mesmo. Mas se aprender e alargar os horizontes da sua mente, vai aperceber-se que está apenas a aproveitar uma parte daquilo que verdadeiramente é capaz de ser, fazer e ter.
Utilize a resiliência como a sua própria arma. Supere-se surpreenda-se todos os dias e os seus resultados vão ser aquilo que quer.

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