segunda-feira, 4 de abril de 2011

Como reconhecer os sintomas do fracasso

"Primeiro passamos pela experiencia e só mais tarde nos voltamos para compreender o processo de desenvolvimento em nós mesmos. O individuo emerge da infância para a adolescência, da adolescência para a maturidade e em cada um desses momentos críticos vemos que as actividades e interesses do período anterior estão sendo substituídas pelas do actual. Reconciliando com as novas exigências nos mostrando prazeres e recompensas do período que se aproxima que vão substituir as que devemos abandonar.
O retraimento da luta, abandono do esforço, diminuição do desejo e da ambição seriam movimentos normais em um organismo que estivesse sendo gentilmente persuadido a deixar de lado suas preocupações com a vida.
É por essa razão que estamos autorizados a considerar a Vontade de Fracassar uma realidade.
Agora, se a inércia e a timidez substituem a actividade, o esforço passivo, a imobilidade e a resignação só aparecem no final da vida. Se esses sintomas não nos colocam em posição de desvantagem quando deveríamos estar em pleno gozo de nossas energias, não haveria razão para atacarmos esta Vontade de Fracassar como se ela fosse o arqui-inimigo de tudo o que é bom e eficaz em nós.
Se fosse facilmente identificável como o vilão perverso que é, ao chegar fora o tempo devido, seria simples combate-la. Mas quase sempre já estamos em seu poder antes de suspeitarmos vagamente que as coisas não estão como deveriam estar.
Estamos muito acostumados a falar do fracasso, frustração e timidez como coisas negativas, como se fossemos convidados a lutar contra moinhos de vento quando somos chamados a lutar contra os sintomas de fracasso.
Na juventude raramente reconhecemos esses sintomas em nós.
Os anos passam e acordamos assustados ao descobrirmos que o que certa vez foi um acanhamento juvenil e encantador tornou-se agora algo bem diferente, repelente e doentio. Depois a família cresce, se dispersa e ficamos sozinhos.
Temos a melhor das razoes para não estarmos a fazendo tão bem como deveríamos."
excerto de Og Mandino

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