domingo, 17 de abril de 2011

Como reconhecer os sintomas do fracasso II

“A maioria de nós dissimula o próprio fracasso em público; disfarçamos o fracasso com muito sucesso de nós mesmos.
Não é difícil de ignorar o facto de que fazemos muito menos do que somos capazes de fazer, muito pouco do que planeamos mesmo modestamente realizar antes de atingirmos certa idade e nunca, provavelmente, tudo o que um dia aspiramos.
Existem formas mais obscuras e despercebidas de cair vítima da vontade de fracassar, formas às quais pessoas introvertidas e extrovertidas são quase igualmente susceptíveis. Pense no sem-número de pessoas, por exemplo, que se incumbem deliberadamente de tarefas que requerem apenas uma pequena parte de sua capacidade e experiencia e que então se exaurem implacavelmente, entregando-se a detalhes inúteis.
Uma vez que não chegam a desenvolver o que possuem de mais valioso em si mesmo, não enriquece e soma apenas conforto secundário aos objectos de seu auto-sacrifício.
Ninguém certamente poderia nos pedir para fazer mais do que estamos fazendo!
Não estamos tão absolutamente ocupados para não termos um só minuto ou mais um grão de energia para fazermos algo mais?
Não é a nossa obrigação fazer do principio ao fim uma tarefa pouco satisfatória, insignificante e sem interesse?
Se não estamos fazendo aquilo que estamos mais bem preparados para fazer, ou fazendo bem aquilo que assumimos como nossa contribuição individual para o trabalho do mundo, pelo menos com a intenção de um passatempo visado com seriedade, haverá um núcleo de infelicidade em nossas vidas que será cada vez mais difícil ignorar conforme os anos vão passando.
Seja qual for o objectivo aparente, é evidente que um estímulo está operando em todos esses casos: a intenção, muitas vezes inconsciente, de atulhar a vida de actividades secundarias ou actividades substitutas de forma a não haver tempo para desempenhar o melhor trabalho de que alguém é capaz.
Em resumo, a intenção é fracassar.”

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