quinta-feira, 23 de abril de 2015

Qualificar por faixa etária o Tempo!


O ser humano depreende o mundo perante a percepção das suas experiências passadas. Por isso a felicidade ou infelicidade ser um ponto de vista.
Essas experiências vão conduzir a que se tenha um sentimento com uma significância própria de uma determinada situação. Dessa forma se cria os padrões existentes em cada um de nós.
Este é o mesmo processo, perante níveis etários, que vamos tomar como principio qualificar a percepção de utilização de seu tempo.

Assim vamos identificar 4 níveis etários (com isto não se pretende estereotipar e apenas identificar de uma forma genérica. Pois é de louvar aqueles que estão num dos níveis, apenas e só apenas, devido à sua maturidade de idade atingida e que na realidade são uma mais valia, por isso serem identificados como um exemplo ou destaque na sua faixa etária).


Enquanto Crianças e visto as suas experiências passadas serem nulas, onde toda a sua aprendizagem provem pela observação (e testes que vão criando), daqueles que os rodeiam, acabam por não ter bem a noção do tempo. 
Excepto a da presença ou falta daqueles que lhe dão toda a atenção (pessoas com quem vivem).



Teenagers, vivem o seu dia a dia a uma velocidade incalculável. De tal forma que todo o seu tempo disponível num dia (24h), está absolutamente desenquadrado com as suas necessidades.
"Como é que é possível haver pessoas que dizem ter tempo para tudo? Eu não tenho tempo para nada!"
Agravando, de certa forma, nesta era das telecomunicações constantes, em que as informações do mundo, dos amigos, dos conhecidos e daqueles que nunca imaginariam de as conhecer pessoalmente, fazem parte do seu quotidiano, através das redes sociais. Assim criando um novo conceito na comunicação, do relacionamento interpessoal, para um relacionamento móvel-impessoal.


Quando se entra no mundo do trabalho - aquilo que lhe chamamos do mundo Adulto - onde o incumprimento de horários sai em detrimento às responsabilidades por si já assumidas, (desde casa, condomínio, carro, empréstimos, água, luz, telecomunicações, alimentação, vestuário e outras necessidades pessoais); a responsabilidades de ter constituído família e o acréscimo que daí advém; as rotinas diárias . . . já nem sentem o tempo a passar.
Só tomam consciência que já passou mais um mês, quando chega novamente aquela data que tem de cumprir as suas obrigações. Ou um ano por já estarem naquela época festiva, que nem deram conta de terem passado 365 dias, e ainda tem a noção que foi "ontem" que ela tinha sido festejada.
O seu tempo (que acaba por ser o nosso bem mais precioso, visto ser tão escasso), quase deixou de ter o valor que deveria ter. Só se dá conta de como ele passou (tão rápido) apenas quando se apercebem do evoluir da idade e consequentemente o tamanho (em alguns casos) dos seus filhos, em que o nível dos olhos está equiparado ou até já se tem que o elevar, para lhes ver os olhos.


Agora quando atingem o nível Sénior, os seus hábitos do passado sofrem uma mutação para se enquadrarem com o excesso de tempo disponível.
Assim desta forma tendem na busca incessante num enriquecimento de preencher de modo útil e prazeroso, o seu tempo.
Onde muitas das vezes, voltam a adquirir a vontade de querer aprender algo, que de certa forma se sentiam desactualizados ou a praticar actividades / desportos que durante os anos passados, não tinham disponibilidade (até mesmo mental) para o fazerem.

Como a minha mãe o diz: "Agora passei a ter o TTM - Todo o Tempo do Mundo.