terça-feira, 8 de novembro de 2011

Somos o que pensamos e tornamo-nos no que fazemos I

Realidade:
Nos tempos actuais, tudo é tão rápido que parece nem existir tempo para analisar os detalhes.
Levanta-se cedo, muito cedo – por ter-se deitado tarde – arranja-se e sai a correr para o trabalho a questionar o trânsito.
Se vai a conduzir, a sua maior preocupação é a do indivíduo que vai no carro da frente que não anda com a velocidade que deveria andar, não acelerou o devido e uma outra viatura meteu-se à frente. O semáforo que nunca mais fica verde e até as pessoas que vão atravessar a estrada, mesmo estando verde para elas, deveriam atravessar a correr e quando vai estacionar existe sempre alguém que resolveu estacionar no local que tinha pensado.
Se vai nos transportes públicos, as paragens, as plataformas do metro ou do comboio estão com muita gente, significa que vai acabar por fazer a viagem muito apertada, como sardinhas enlatadas. Logo naquele dia, aquela pessoa mais forte tinha que vir a esta hora. Aquela pessoa mais magra podia ocupar menos espaço. A quantidade de variedade de cheiros, dos mais agradáveis até ao querer oferecer a uma determinada pessoa, pelo menos um sabonete. E como o meu estado é de insatisfação, quando vai para sair, parece que ninguém facilita a sua passagem.
Chegando ao café da esquina, pede um café ou ainda algo para comer, mas o por favor, o sorriso e até mesmo antes o BOM DIA, ainda estão encostados na almofada. Certamente o pousar da chávena, por parte do empregado, vai ser o mais trivial rotineiro e sem nenhuma delicadeza.
Entra na empresa/trabalho e os BONS DIAS, são bastante apagados – quando se dão.
Passados uns tempos, com a continuação das rotinas diárias e o aumento de insatisfação, vai começar a questionar-se sobre a sua vida e porquê que ela tem de ser assim?
“Somos o que pensamos…” – um dia alguém me disse que falamos 14h por dia com nós mesmos. E numa altura em sala, ao passar esta informação, alguém afirmou-me que se calhar deveria falar ainda mais tempo com ele mesmo. A minha resposta óbvia é que teria de inserir a sua maior atenção na qualidade e nunca na quantidade.
Reflexão:
Enquanto crianças absorvemos todo o tipo de informação que está mais próxima de nós: dos nossos pais, avós, familiares e amigos destes todos que se tem contacto. Desta forma vai-se formando valores e crenças que estão – muitas vezes, a sofrer alterações através de inputs externos, pelos novos amigos/colegas dos estabelecimentos de ensino por onde passa.
Com o passar dos anos, essas crenças tornam-se convicções que passam a ser os seus pilares daí para o futuro. Os seus pensamentos e escolhas vão depender dessas convicções.
Mesmo tomando consciência disso – agora adultos, continuam a questionar os resultados obtidos na sua vida.
Objectivo:
O que é que eu quero que seja diferente a partir deste dia? Deste momento? O que desejo para me sentir feliz ou mais feliz? O que considero o meu conforto e equilíbrio emocional?
Quero estar do lado negativo ou positivo da vida? Se só se vive uma vez, qual a sua opção?
Soluções:
Não importa se deveria de falar mais horas, mas a qualidade da sua comunicação intrínseca. O que anda a falar consigo mesmo.
Quando me levanto da cama, olho-me ao espelho e digo para mim mesmo algo de positivo que possa condicionar, positivamente, o meu dia ou digo: “maldito despertador”, “mais um dia de trabalho”, “mais um dia a levar com aqueles gajos”…. Antes até, olha-se ao espelho ou prefere não vê-lo? Para não ver a seu reflexo!
Quando lhe acontece algo inesperado, que reacção toma? “Agora mais esta!”, “só a mim!” ou “mais um desfio para conquistar”, “que lição vou tirar daqui?”, “ora ai está o desafio do dia que faltava para me auto-superar”.
Acção:
Dizer a si mesmo e faze-lo: “A partir de hoje…, desta hora…, (de que estou a ler este texto) vou controlar e ser o/a senhor(a) comandante dos meus pensamentos. Pois isso vai reflectir-se nas minhas acções e reacções para com os outros e com tudo que se depare comigo. No final de cada dia vou escrever no meu caderno de conquistas todas as acções, reacções e comportamentos tomados por mim em conformidade com os meus novos pensamentos. Vou partilha-los com a pessoa com quem vivo ou a quem quero te tenha mais orgulho em mim.”
PS: em especial atenção aos meus novos colegas e companheiros da R.O.S.A.