Be You - Act Today

Be You - Act Today
Linha de pensamento: "Somos o que pensamos e tornamo-nos no que fazemos." Paulo Renato

domingo, 17 de julho de 2011

O meu EU

“O sucesso na vida não vem de ter boas cartas, mas de jogar bem com cartas más.”
A coisa mais fácil de se fazer, sempre que falha, é diminuir-se, pondo as culpas nos infortúnios pela falta de habilidade.
A coisa mais fácil de esquecer, principalmente quando o destino não foi bom com consigo mesmo, é que nasceu para o sucesso e não para o fracasso.
Infelizmente, há um número cada vez maior de indivíduos que já se convenceu de que simplesmente não tem nada, seja do que for, que os leve a fazer alguma coisa na vida. Esses indivíduos já estão mortos, espiritualmente, perambulando desnorteados pela vida, sem objectivos, sem propósitos.
Você não pode erguer-se acima do nível de sua visão. Aquela pessoa que pede esmola ou se encontra desempregado, vai continuar no mesmo estado enquanto acreditar que não tem nenhum talento para mais nada.
Imagine a palavra “talento” como sinónimo de “habilidade” e várias sugestões se tornarão evidentes de como tirar o melhor partido de suas habilidades.
A primeira coisa a fazer é um inventário das suas habilidades. Quais os talentos que possuí? Quais os bens pessoais que possui? Quais os seus pontos fortes? Também pode levar em conta, as suas inclinações.
Possivelmente vai descobrir que possui vários talentos e qualquer um deles pode ser desenvolvido em alguma coisa útil e satisfatória. As suas inclinações vão auxiliar a decidir qual os seus bens pessoais que deve desenvolver.
Lembre-se, tudo é uma questão de escolhas. Acredite que tem a escolha de fazer o que pensa ser melhor com as suas habilidades e talentos. Para conversar sobre este contexto, devo falar com um amigo, um banqueiro, um advogado, um outro desempregado, uma pessoa que demonstra que a palavra resiliência não faz parte do seu vocabulário ou um conselheiro vocacional para ajudar?
A escolha e decisão estão sempre do seu lado.
Tire o maior proveito de estar vivo e agradeça as bênçãos com que nasceu.
O resto é só aplicar.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Passado - Presente - Futuro

O passado é o caminho já percorrido, o cultivo da sua aprendizagem.
As sementes plantadas são as suas experiencias e conhecimento que o faz ser, estar e reagir no seu hoje.
O futuro é aquele ponto, momento de felicidade a ser congratulado com o atingir daquele sonho e/ou objectivo concretizado.
Ambos estes tempos são de extrema importância para a sua existência.
Mas o presente é o dia de hoje. É aquele dia que está fundamentado pelo conhecimento e experiencias do passado, para a realização do futuro.
Todos os dias tem que fazer novas plantações, pois a sementes do passado a ele lhe pertence. Regar novas sementes, pois a água que serviu para fazer crescer as antigas, já não podem alimentar as de hoje. Executar novas acções, pois as do passado já se tornavam repetitivas. Dar um passo mais no percorrer do deu caminho, pois se voltar a caminhar por onde andou, implica o voltar atrás.
As oportunidades estão ao redor. O que vai marcar a diferença é a capacidade de estar alerta para as ver. Muitas das vezes estão escondidas ou até mesmo ocultas por algo que não se identifica ou não do seu agrado. Mas estão lá.
Mal acorda, ganhou mais um dia para marcar essa diferença, perante as suas acções.
Se nada fizer de diferente, esse vai ser o seu resultado desse mesmo dia.
Einstein disse certa vez: “ A definição de insanidade, é fazer consecutivamente as mesmas coisas dia após dia e esperar resultados diferentes.”
Se o controle das forças e sinergias externas, não pode controlar, contrabalance com o que tem de poder. As suas próprias acções, desejos, comportamentos e objectivos desse dia.
E no final congratule-se por mais uma vitória, por mais um passo.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

CRISE

Numa das minhas acções, uma pessoa perguntou-me se na realidade eu achava se ele, perante o trabalho que já tinha conhecimento dele, se estava a fazer tudo que estava ao seu alcance. Obviamente respondi-lhe que sim se era isso que ele achava de si mesmo.
Expliquei-lhe que a mente humana alcança apenas até onde tem conhecimento, mas se ele conseguisse sair de si mesmo (metaforicamente) e desbloqueasse todas as suas limitações chegaria à conclusão que na realidade, ainda fez muito pouco de todo o potencial existente dentro dele.
Isto fez-me lembrar uma história que ouvi há muito tempo atrás, de um indivíduo que o seu trabalho, diariamente, era fazer sandes e ir para junto de uma zona industrial vende-las aos trabalhadores que lá trabalhavam.
Dia para dia, esmerava-se em fazer as melhores sandes e com a margem de lucro, comprava carne com melhor qualidade ainda, para conseguir agradar cada vez mais e a mais pessoas.
Definitivamente as suas sandes criavam grande sucesso, pois todos os dias vendia-as todas, tal como a sua atitude para com quem as comprava.
Certo dia um cliente assíduo, questionou-o porque é que ele não aumentava o seu número de sandes e até mesmo aumentar a variedade de produtos que venderia juntamente com as sandes?
Nesse mesmo dia quando ia ao talho para comprar mais carne para o dia seguinte, aquele comentário inquietava-o.
A caminho de casa passou por um stand de automóveis que tinha uma roulotte à venda e perguntou o preço.
Agora ele tinha um objectivo maior e fez contas quantas sandes tinha que vender para comprar a roulotte e comprar algumas bebidas para comercializar com as sandes.
Rapidamente ele tinha a sua roulotte a vender as suas sandes e bebidas como também tinha alargado a zona de actuação com mais duas roulottes noutros locais estratégicos naquela mesma zona industrial.
Os negócios corriam de “vento em popa” e já pensava expandir para outras zonas industriais, tendo a necessidade de contratar ainda mais pessoas. O seu negocio de banca de sandes tornavas se numa empresa com sucursais.
Até que um, o seu filho estudioso e conhecedor de como se encontrava o mundo e o seu país, veio visitar o pai e ficou aterrado quando soube no que ele se tinha metido.
De imediato questionou o seu pai se ele não via a televisão, se não lia os jornais, se não ouvia as notícias da rádio!
O seu pai simplesmente respondeu: “Não. Não tenho tido tempo.” E muito entusiasmado continuou: “Sabes, tenho tentado fechar melhores negócios com o talho e com diferentes empresas de bebidas. O importante é conseguir o melhor preço e como pago tudo a pronto el…”
O filho nem deixa-o terminar a frase e interroga-o arrogantemente: “Tu não sabes da CRISE? Não sabe que o país deve dinheiro a quase meio mundo e que vai criar medidas de austeridade, que vai deixar muita mais gente desesperada? Tem ideia qual o número de desempregados que existe e a dificuldade cada vez maior de se ter um negócio aberto? Eu não acredito”
No dia seguinte o seu filho voltou para a cidade onde estava a estudar. Local onde tinha acabado de ser despedido e agora iria ter que ir há busca de um novo emprego.
Seu pai que estava bastante orgulhoso de si mesmo e pelos seus feitos no mundo das sandes, deitou-se a pensar no que seu filho lhe tinha dito e ligou a televisão, coisa que quase não fazia com tanta frequência, e viu o noticiário.
No dia seguinte cortou na quantidade de carne que colocava em cada sandes. Começou a comprar menos carne e como tal os descontos que obtinha, deixaram de existir. Aumentou o valor das bebidas, pois o seu lucro era muito escasso devido o seu grande focos ser nas sandes. Começou a ter um comportamento diferente para com os seus colaboradores da sua e das outras roulottes como para com os seus clientes. A sua preocupação era superior aos sorrisos, que oferecia antigamente.
E os seus clientes apercebiam-se destas mudanças constantes. Obviamente quem acha que não é bem-vindo muda de estabelecimento. Assim aconteceu.
As palavras de seu filho persistiam na sua cabeça. Seriam com certeza de um bom aconselhamento, pois ele é um estudioso que anda no ensino superior, cheio de conhecimento e principalmente é um exemplo, pois mudou de cidade e lá estuda e trabalha numa empresa que nunca o largará.
As vendas dia para dia baixavam e viu-se obrigado a fechar as outras roulottes e tratar de vende-las, ficando apenas com a sua. Mas já nem essa era rentável. Então vendeu-a também e voltou a colocar uma simples banca, como tinha começado.
O pai humildemente via que a conversa que seu filho tinha tido com ele, realmente solidificava-se. As pessoas são cada vez mais mal-humoradas e deixaram de comprar tantas sandes como há uns tempos atrás. A falta de motivação era o seu dia agora.
Terminou com uma simples frase: “ESTAMOS EM CRISE.”
Lição: Cada um vê e sente-se como se quer ver e sentir (e muito mais).

terça-feira, 3 de maio de 2011

Carta aos Pais

Caros Pais e Encarregados de Educação

A grande tentação de muitos pais é remeter para a instituição escolar a responsabilidade da educação dos seus filhos. Nada mais ilusório. A escola não dá propriamente Educação. Dá Instrução e já não é nada mau. Nem se pode exigir aos professores que eduquem os nossos filhos em nosso lugar. Não é justo nem exequível.

A escola pode e deve instruir. Dar informação, esclarecer dúvidas sobre a matéria. Mas é à família que compete a educação dos valores, trabalhando em parceria com a instituição escolar.

Esta demissão parental esconde muitas vezes uma tomada de consciência da sua própria impotência e inépcia perante essa tarefa tão difícil e complicada que é preparar um filho para a vida, nos dias que correm. A verdade é que muitas vezes faltam aos pais competências que lhes permitam desenvolver relações adequadas e conseguidas no âmbito da estrutura familiar, já que ser pai ou mãe não se ensina em nenhuma escola, e essa aprendizagem é feita inevitavelmente sem rede.

Mas a demissão dos pais vai ainda mais longe, já que estes se alheiam, regra geral, da vida escolar, do acompanhamento em casa, de procurar soluções e em especial das reuniões de pais, que os professores desesperadamente tentam implementar, tantas e tantas vezes sem qualquer resposta, passando assim a ideia (talvez injusta) de que pouco se importam com o percurso dos filhos.

A vida moderna é muito stressante, ocupada e, por consequência, a disponibilidade não é muita, mas os nossos filhos são de certeza mais importantes do que mais uma ida ao cabeleireiro ou mais um bocado passado com a televisão ou com os amigos.

Desculpem a sinceridade!

Como alguém disse, temos sempre tempo para aquilo que
colocamos em primeiro lugar.

domingo, 1 de maio de 2011

A Falácia da Comparação

"Os homens não se conhecem uns aos outros com facilidade, ainda que ponham nisso o melhor da sua vontade e das suas intenções. Porque há que contar sempre com a má vontade que tudo distorce.
Conhecer-nos-íamos melhor uns aos outros se não estivéssemos sempre a querer comparar-nos uns com os outros.
Decorre daí que as pessoas fora do vulgar ficam em pior situação, porque como as outras nãos chegam a poder comparar-se com elas, tornam-se alvo de demasiada atenção.”


Johann Wolfgang Von Goethe, in “Máximas e Reflexões”

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Dê largas à sua imaginação

“O que quer que a mente humana possa conceber e acreditar, o homem consegue alcançar.”
                                                                        Napoleon Hill.
O homem não está preparado com a habilidade de imaginar futuras realizações, se não estivesse preparado igualmente com a habilidade de transformar essas imaginações em realidade.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Sair do desemprego

Acorda de manha. Olha para o relógio na cabeceira e vira-se para o outro lado.
Sem um propósito e objectivo pessoal. Não tem de que ir trabalhar, está desempregado.
Essa inércia provem de uma busca constante durante o ultimo mês, a responder a anúncios e de uma espera incessante de respostas aos currículos enviados.
A constante insistência das notícias que “come” todas as noites com as noticias e debates televisivos, ampliando a crise em que seu país se encontra, deixa-o ainda mais sem força e energia para contrariar tudo que o rodeia.
Liga a televisão, carregando constantemente no botão que faz alternar os canais, à busca de algo que seja diferente. Pára num filme que fala de uma loja mágica.
Aí apercebe-se que a magia da loja provém da magia existente em cada um e pensa: “Eu posso ser mágico. O meu comportamento é que tem de ser mágico e tudo à minha volta se torna magia.”
Levanta-se, vai tomar um banho e faz por deixar a poeira dos pensamentos derrotistas e não frutíferos, acompanhar a água que desce pelo ralo.
Enquanto desfaz a barba, olha-se ao espelho de forma a conseguir entrar dentro de si mesmo e ver o ridículo que estava a ser para consigo.
Veste o seu melhor fato, sem antes ter escolhido a sua peça de roupa interior, que vai ficar demarcada como sendo a da sorte, pois hoje foi escolhida ao pormenor.
Sai e compra o jornal, direccionando-se de imediato para o seu foco de solução, situado na parte central, onde estão os anúncios de emprego.
Escolhe qual vai ser a empresa “sortuda” que vai poder receber nas suas instalações, a sua maior solução para preencher aquela vaga em aberto, com a pessoa mais mágica que alguma vez eles viram.
Telefona a marcar a entrevista.
Quem recebe a chamada, de uma forma robótica, tenta agendar a entrevista para a parte da tarde e quando vai perguntar se tinha disponibilidade, é interrompida pela energia contagiante do seu interlocutor, que lhe coloca uma questão: “Entrevista hoje de tarde, quando já poderia estar à experiencia a essa mesma hora aos vossos serviços! A entrevista poderia ser ainda de manha?”
Um silêncio ensurdecedor toma conta daquele telefonema, durante uns 20 segundos.
Ele pergunta: “Estou? Está ai ainda?” que recebe de resposta: “Dê-me só um minuto. Com licença.”
Ele sente que tinha criado algo de surpreendente a aquela funcionária. Quando assim o é, tudo é possível.
O som que volta a ouvir pelo telefone é masculino e questiona-o: “Consegue estar cá em 30 a 40 minutos?”
Conclusão:
Durante aquele ultimo mês, ele tinha andado a responder a anúncios e a enviar currículos, mas sem magia. Se um magico é um ilusionista, porque em tudo que eles fazem, existe uma explicação lógica, ele à forma como estava procurando trabalho era igual, robótico, como tinha ouvido a tal funcionária atender-lhe o telefonema.
A questão que poderá colocar a si mesmo é se está a usar todo o seu potencial?
Se pensa que sim, é porque está mesmo. Mas se aprender e alargar os horizontes da sua mente, vai aperceber-se que está apenas a aproveitar uma parte daquilo que verdadeiramente é capaz de ser, fazer e ter.
Utilize a resiliência como a sua própria arma. Supere-se surpreenda-se todos os dias e os seus resultados vão ser aquilo que quer.